Sexta-feira, 4 de Dezembro, 2015

“Heróis do mar, nobre povo….”


 A oitava etapa trouxe um vencedor Português!

A etapa começou e desde logo a fuga formou-se. Composta por nove ciclistas. A ofensiva foi lançada por Riblon (ALM) , atrás dele seguiram: Costa (MOV), Zandio (SKY), Engels (QST), El Fares (COF), Zingle (COF), van Garderen (THR), Gautier (EUC) and Kolobnev (KAT). Estavam percorridos 25 km e a fuga já detinha um confortável minuto e vinte e cinco segundos para o pelotão.

Com o decorrer da etapa essa vantagem foi aumentando, até que chegou a atingir seis minutos e dez segundos. Estavamos então a meio desta etapa.

No pelotão o esforço para alcançar a fuga foi desempenhado pela BMC, de Cadel Evans. Este que tinha ambições sabidas de saír vestido de amarelo no final da etapa. O esforço solitário desta equipa fez com os fugitivos conseguissem manter uma margem confortável para o pelotão.

Com o aproximar da contagem de segunda categoria, a Astana começou também a ajudar na perseguição. O que fez com que os fugitivos perdessem aí tempo e o tempo de vantagem dos ciclistas que componham a frente da corrida estableceu-se num valor a rondar os dois minutos. Ainda assim a contagem de segunda categoria foi ultrapassada pelos elementoms da fuga, com a mesma a desintegrar-se, pois com o endurecer do ritmo apenas Rui Costa e Van Garderen conseguiram manter-se na frente da corrida. A contagem seria ganha por Van Garderen, que com este êxito alcançou a camisola das bolinhas. Rui Costa ultrapassou esta contagem imediatamente a seguir.

Assim veio a descida e com ela a dupla fugida passou a quarteto. Agora os homens da frente eram Van Garderen, Riblon, Gautier e Costa. Entretanto, Vinokourov tinha lançado uma ofensiva, descolando-se do pelotão e este encontrava-se a 30′ dos fugitivos, já o pelotão encontrava-se a 45′ de  Vinokourov. Faltavam então 20 km para o final da etapa.

Com o início da subida final, voltaram as ofensivas no grupo da frente, onde se destaca o ataque de Rui Costa a 8 km do final, ataque esse que viria a vingar. Com esse ataque e em plena subida final, Vinokourov tinha já ultrapassado os restantes elementos da fuga e era uma ameaça directa ao corredor português. Ambos lutaram até ao final pela etapa. Sendo que o português levou a melhor acabando por conquistar a segunda vitória na volta a França por corredores portugueses em dois anos.

Entretanto no pelotão, os favoritos começaram a efectuar movimentações. Com Contador, Schleck e Evans a investirem num ataque. No entanto, e surpeendendo toda a gente, Gilbert saiu a toda a velocidade, ultrapassou o possível pódio da volta a França, e ainda Vinokourov, acabando por fazer segundo lugar a 12′ de Costa. O pódio foi fechado por Evans, a 15′ do ciclista luso.

No final da etapa, Rui Costa disse que este foi um sonho tornado realidade. E que esta vitória pode vir a levantar a moral da equipa que, recorde-se, tem vindo a passar tempos conturbados.

1.HUSHOVD Thor51TEAM GARMIN – CERVELO33h 06′ 28″
2.EVANS Cadel141BMC RACING TEAM33h 06′ 29″+ 00′ 01″
3.SCHLECK Frank18TEAM LEOPARD-TREK33h 06′ 32″+ 00′ 04″
4.KLÖDEN Andréas74TEAM RADIOSHACK33h 06′ 38″+ 00′ 10″
5.FUGLSANG Jakob13TEAM LEOPARD-TREK33h 06′ 40″+ 00′ 12″
6.SCHLECK Andy11TEAM LEOPARD-TREK33h 06′ 40″+ 00′ 12″
7.MARTIN Tony175HTC – HIGHROAD33h 06′ 41″+ 00′ 13″
8.VELITS Peter179HTC – HIGHROAD33h 06′ 41″+ 00′ 13″
9.MILLAR David56TEAM GARMIN – CERVELO33h 06′ 47″+ 00′ 19″
10.GILBERT Philippe32OMEGA PHARMA – LOTTO33h 06′ 58″+ 00′ 30”

1 Comentário

  1. A merecida vitória. Estamos todos orgulhosos dele 😀

    Abraço Henrique

Leave a Reply