Quarta-feira, 11 de Maio, 2016

Boasson Hagen: “Não gosto de muitos ataques”


Depois da sua vitória na 17ª Etapa, Boasson Hagen não poderia estar mais contente. “Eu queria ganhar esta etapa porque estive tão perto ontem,” disse o norueguês no final da etapa. “Estou mesmo contente. A etapa de ontem já está quase esquecida.” Boassan Hagen conquista a sua segunda vitória este ano e dá a quarta vitória à Noruega, um feito notável quando são apenas dois ciclistas naturais deste país a correr no Tour de France.

Justificando o ataque que deu a origem à vitória Edvald Boasson Hagen confesa que “não gosto de muitos ataques, é melhor sempre ao mesmo ritmo. Eu vi o ataque do Chavanel e tive de o alcançar. Não quis ficar por ali porque os ataques iriam novamente recomeçar, por isso continuei em frente e ninguém me seguiu. Na descida, como fiz-la em treino e conhecia-a, eu sabia que poderia ir bastante rápido e que ninguém conseguiria alcançar-me mais.”

Cadel Evans foi também um dos protagonistas do dia. A sorte não lhe tem faltado – contrariamente aos outros anos – e o australiano considera que hoje a etapa correu muito bem depois de ter conseguido alcançar o grupo de Contador e de roubar mais 27 segundos ao francês que lidera a prova. “Acho que o Voeckler atacou em primeiro, e o Contador foi logo as seguir. Eu fiquei atrás do Andy e não conseguia passar disso. Eles [NR: Contador e Sanchez] tinham alguma distância, mas felizmente conseguimos reduzi-la no plano.”

Por sua vez, Thomas Voeckler, líder da Volta a França, apesar de não se ter magoado despistou-se durante a descida final onde acabou por perder 27 segundos para Cadel Evans, sendo o segundo dia consecutivo em que o francês perde vantagem que segura a sua camisola. “Eu tive muita sorte,” disse Voeckler em relação ao acidente na descida. “Se ali estivesse algum muro, eu não era capaz de parar.”

 

Leave a Reply