Quarta-feira, 9 de Dezembro, 2015
Diário de Hélder Leal

6ª Etapa – Diário do Hélder


Esta sexta etapa foi a mas longa etapa da Volta a Portugal, e como tinha previsto ontem, foi um início de corrida muito rápido, com grupos muito grandes a tentarem escapa. Por cerca do quilómetro 35 que, numa subida ligeira, 6 ciclistas saltaram do pelotão, com o António Carvalho a integrar essa fuga. O pelotão foi seguindo tranquilo, uma vez que a fuga interessava a quase todas as equipas presentes no pelotão, até à Barbot, equipa do camisola amarela, uma vez que os homens da fuga estavam bastante atrasados. A Barbot controlou sempre a corrida com muita tranquilidade, até que a cerca de 50km do final já só seguia Célio Sousa na frente, com 7m25 para o pelotão, e cerca de um minuto para o restante grupo. Foi então que a Tavira e a Lampre assumiram a perseguição e conseguiram anular a fuga pouco antes da primeira passagem pela meta. A cerca de 10 quilómetros do final acabou por haver uma queda o que levou à fragmentação do pelotão e dificultou alguns ciclistas recuperarem e encostarem ao pelotão. Foi mais uma chegada ao sprint, com o ciclista da Lampre a ser o mais forte. O Sérgio Ribeiro conseguiu manter a camisola amarela.

Sinceramente, eu estava com algum receio desta etapa porque ontem foi o dia de descanso e com alguns dias de competição duros, não sabia como é que o meu corpo ia reagir, mas felizmente lá reagiu com boas sensações durante toda a etapa, sendo o maior obstáculo o calor que se sentia, chegando por momentos a atingir os 40 e tal graus. Na parte final consegui escapar-me à queda e entrar no pelotão, mas nos últimos dois quilómetros houve alguns cortes e acabei mesmo por terminar a 45 segundos. No entanto foi uma etapa positiva.

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